Plena mulher, maça carnal, lua quente,
espesso aroma de algas, lodo e luz moídos,
que escura claridade se abre entre tuas colunas?
que antiga noite o homem toca com seus sentidos?
Ai, amar é uma viagem com água e com estrelas,
com ares sufocados e bruscos tempestades de farina:
amar é um combate de relâmpagos
e dois corpos por apenas um mel derrotado.
Beijo o teu beijo e recorro ao teu pequeno infinito,
tuas margens, teus rios, teus povos pequenos,
e ao fogo genital transformado em tua delicia.
Corre pelos pálidos caminhos do sangre
até precipitar-se como um cravo noturno,
até ser e não ser senão um raio na sombra.
XII
Postado por
Wander Mendes
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Marcadores: Amor , Erótico , Pablo Neruda , Poesia

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